inspirado @ 14:33

Qua, 15/08/07

 
A cor da pele, o teu cabelo
o modo de andar
a curva arredondada das ancas
a parte onde a carne é mais branca
  
Os sussurros e os gemidos
Goles de sangue encarnado e doce
Bebidos da taça do meu ventre
Entram por este quadro dentro
Flechas e espinhos agudos
Na sombra resta apenas a memoria
Do que foi apenas um sonho
 
Mas este sonho, veneno de uma vida
2mg de amor por cada quilo de paixão
Um beijo de língua que
queima como ferro em brasa
Cego e Selvagem
 
A tua
língua de serpente,
desperta
os meus sentidos
e destrói
os meus pudores.
A tua grandeza
cravada em mim,
faz desabrochar
a flor
da minha pele.

Bebes o prazer
e traduzes-te
na taça
do meu ventre.
 Cravas
as
garras
Vertentes de vento,
furacões,
sismos
tempestades...

 O amor começa a sentir-se culpado?
Cuspo nesse lençol que cheira a cadáver
Não adianta beber o sangue sem comer o corpo
perdemo-nos nesta dose letal de amor

De fluidez,
transbordo,
E tu reiventas-me
 


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